ㅤㅤㅤMúsica

•19/07/2011 • Deixe um comentário

Um assunto que eu sempre quis abordar é sobre meu gosto musical. Sou extremamente fresco em relação a músicas, poucas me agradam, poucas realmente mexem comigo e eu escuto poucas.
Acredito que as pessoas escutem música relacionando-as ao que sentem, e eu, nunca fiz isso. Para ser sincero, desde a primeira série até a sétima eu não ouvia música. Você deve pensar ” Pô, como assim não ouvia música?”. Para ser mais claro, elas não tinham significado algum, eu ouvia porque o mundo ouvia. Eu pedia para minha mãe comprar os CDs das novelas que eu assistia junto a ela, ou das bandas mais simples e brasileiras que meus pequenos amigos ouviam. Eu usava o som só para curtir, não era hobby, não era paixão, era só como praticar um esporte; ou você pratica sempre porque gosta, ou pratica em uma determinada ocasião porque quer ou deu vontade. Eu ouvia quando desse vontade, elas não alteravam nada em mim.

Quando cheguei na oitava série, notei que as músicas carregavam um pedaço de seus ouvintes, parte da identidade deles, e eu, me sentindo sem identidade, foi buscar um ritmo que se enquadrasse comigo. Sempre fui agitado, hiperativo, animado e outros adjetivos que demonstrem energia. O estranho, foi o gosto musical que eu me enquadrei; ” New Age”. Esse é um estilo calmo, com sons suaves, bastante instrumental, com vocal etéreo e normalmente relacionado a natureza.

Eu fiquei bem surpreso de ter gostado daquilo, porém, era o que me fazia bem, a única sonoridade que ligava-se com minha parte sentimental.

Ao me fixar nesse gosto, os outros estilos começaram a passar por um estranho filtro que surgiu em minha mente . Em um próximo post, eu posso explicar como esse filtro funciona, porque é até engraçado de entender. Enfim, me tornei ouvinte do “New Age” e fui sendo atraido pelos estilos próximos a ele, como estilos envolvendo músicas Medievais e Celtas.

Eu, hoje, escuto (excluindo é claro as músicas de baixo nível, como o funk) um pouco de tudo, mas antes, a música tem que passar pelo fresco filtro de vibrações.Por conta disso, dificilmente eu consigo gostar de alguma banda por completo, ou de todas as músicas da mesma; o filtro insiste em só deixar passar o som que realmente me agrade, porém, eu baixo uma ou outra música que não teve uma filtragem positiva.

Portanto, não tenho o costume de baixar álbuns dos cantores que me atraem, baixo uma ou outra música, por isso que acabo tendo músicas de gêneros diferentes dentro das minhas pastas, gêneros completamente diferentes, como um rock e um Erudito. Falando em rock, são poucas as músicas desse estilo que me atraem, acho que é porque meu filtro não deixa passar o som das guitarras, digo, sempre há exceções, mas normalmente ele não deixa passar.

Bem, resumidamente é isso, sobre o filtro falarei no próximo post e para concluir então, digo que agora, que estou em uma fase… Podemos dizer, “mais sentimental” da minha vida, onde os problemas estão a afetar direto o meu emocional, a música está conseguindo me manter em sincronia com tudo, ajudando então a sobreviver aos problemas. Só que, como ponto negativo, quando a música é muito alta e possui instrumentos barulhentos, eu acabo saindo da sincronia e me afogando em mágoas ( dramaticamente falando), por isso preciso escolher certo o que ouvir. Sei que não fui muito claro nesse post e que o tema acabou criando ramificações, mas tudo bem, a mensagem principal eu passei. No próximo post tento ser mais claro.

ㅤㅤㅤFatum Lluvia

•03/07/2011 • Deixe um comentário

Escolhido no dia 18 de setembro de 2010, Fatum Lluvia é como me identifico no mundo da magia, trata-se do meu nome bruxo. Demorei mais de 7 meses para escolhe-lo, pois o nome mágico de um praticante da magia deve falar um pouco sobre ele, representar algo que o interessa ou que o descreva, portanto, foi extremamente difícil achar algo simples para me representar. Busquei no Grimório, algumas opções, focando-me nos símbolos da natureza, pois já sabia que se algo tivesse que me representar, teria de ser algo derivado dela. Eu já estava certo, de que queria algo em latim, pois é umas das línguas mais belas e legais que já vi, mesmo sendo extremamente difícil de se aprender, e sabia também, que teria de relacionar a chuva. É, a chuva. Nada me faz sentir melhor do que ela. Um dia frio, nublado e chuvoso é a combinação perfeita para me tirar desse mundo, e a chuva funciona como chave para os portões das minhas idéias, tudo parece fluir melhor.  A chuva é algo misterioso, que para muitos serve só para molhar o corpo, para outros, molhar a mentes e para outros ainda, como eu, desativa sua função de molhar e atua bem mais fundo do que isso.

Certo de que chuva teria que estar em meu nome, fui procurar em alguma outra língua que não fosse a portuguesa, outra forma de pronuncia-la. Estranhamente, em latim “chuva” não me atraiu e como o dicionário de espanhol estava próximo de mim, resolvi abri-lo e buscar a “chuva espanhola”. Foi aceito de primeira, Lluvia. Tinha uma pronuncia legal e era o nome de uma personagem de anime que eu gostava.

Escolhido meu primeiro nome, tive que buscar o segundo, que tentei relacionar a neblina, névoa, ou coisas assim, que representariam meus pensamentos e sentimentos, que como sempre, não são demonstrados corretamente, estão sempre disfarçados ou escondidos, mas não deu certo. Deu certo quando, realmente olhando no Grimório, eu achei uma tabela de nomes em latim e lá estava um nome bem interessante;  “Fatum”. O significado era destino, e consegui interliga-lo a chuva facilmente. Ficou então “Destino da Chuva”, representando minha eterna ligação a chuva. A chuva é a responsável por me limpar de qualquer coisa que estiver me incomodando, arrastando-a para o solo, deixando qualquer problema longe de me atrapalhar, criando um destino melhor do que eu criaria sozinho(digo sem as influências da natureza). A chuva é o meu destino, eu sou o Destino da Chuva, serei então o guia da mesma, e vice-versa.

Bem, comecei o blog explicando o nome dele, algo que acho que seria necessário acontecer primeiro, e agora vou finalizar explicando o que ele carregará. Ele vai conter tudo aquilo que passa em minha mente, desde opiniões, idéias, gostos, vontades, sentimentos e outros. Eu notei que não estou mais aguentando carregar tanta coisa em minha mente, preciso dispersa-las, deposita-las em algum lugar; e será aqui.

Espero que minhas opiniões sirvam para os leitores também, pois seria interessante ver que mais alguém pensa igual a mim. Eu não queria que esse blog se tornasse só um deposito de pensamentos, escolhi algo online para despacha-los exatamente para que eles tenham um público antes de sumirem ou serem esquecidos, que seria o que aconteceria se continuassem em minha mente, sendo guardados e deixados de lado por conta de problemas.

Acredito que seja só isso por enquanto, até a próxima.

 
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